Com direito a revoluções estilísticas, conjuntos mecânicos mais eficientes e sistema de condução
semi-autônoma, o modelo apareceu no Salão de Frankfurt em sua terceira geração ─
já confirmada para chegar no primeiro semestre de 2018 ao Brasil.
Traseira tem lanternas de formato irregular e iluminação com efeito tridimensional (BMW/Divulgação)
Se quando foi lançado, em 2003, o X3 era o patinho feio da turma, hoje ele é ele quem dita os próximos passos visuais dos utilitários esportivos da BMW.
Os faróis adotaram um formato mais arredondado e regular, além de se distanciarem das
grades principais. Por dentro, os arcos de leds que circundam os canhões de luz
(ou “angel eyes” para os mais íntimos) estão mais angulosos. Ainda no conjunto óptico,
é a primeira vez que um SUV da marca adota luzes horizontais no para-choque.
Na parte de trás, as grandes lanternas têm formato irregular e iluminação totalmente em leds
com efeito tridimensional, enquanto o aerofólio inclinado dá ares de esportividade ao X3.
De lado, a linha de cintura baixa e a base das janelas ascendente são traços presentes
desde a primeira geração do modelo. As rodas podem variar entre 18 e 21 polegadas,
de acordo com a versão escolhida.
Linha de cintura baixa e janelas ascendentes são características do X3; rodas podem ser de até 21 polegadas (BMW/Divulgação)
Vale destacar que ele está maior. São 4,72 m de comprimento contra os 4,65 m do modelo
antigo.
A largura foi de 1,88 m para 1,90 m, a altura teve ganho de 2 cm, para 1,68 m e o entre-eixos
de 2,86 m é 5 cm maior.
Por dentro, no entanto, não espere por muitas novidades visuais. O painel repete o desenho
dos demais modelos da marca, com quadro de instrumentos simples (apesar de digital na
versão mais cara), console central voltado para o motorista e central multimídia com
tela destacada.
Teto panorâmico e bancos traseiros partidos na proporção 40:20:40 também estão presentes.
Na Europa, serão três níveis de acabamento e equipamentos: xLine, M Sport e Luxury Line.
Interior repete os traços dos demais modelos da BMW; quadro de instrumentos, é simples, mas digital na versão M40i (BMW/Divulgação)
A terceira geração do X3 chega também dotada de muita tecnologia. Além de itens como
ar-condicionado de três zonas, head up display e bancos ventilados, ele adota a mesma
chave do Série 7, dotada de uma tela que permite visualizar diversas informações e
efetuar alguns comandos do veículo remotamente.
O sistema BMW ConnectedDrive permite que o veículo se conecte digitalmente ao
proprietário por meio de smartphones ou smartwatches, integrando-se ao cotidiano
do mesmo.
Como exemplo, a central pode apresentar, automaticamente, uma rota para o trabalho,
indicando ainda o tempo que será gasto no trajeto, sem que o motorista peça.
É possível também controlar o sistema sem as mãos: com gestos ou por voz em
linguagem informa
l.
Bancos podem ser rebatidos na proporção 40:20:40 (BMW/Divulgação)
Para fechar o pacote tecnológico, o SUV incorpora o BMW Personal CoPilot, com sistemas
de permanência na faixa de rolamento, assistente para mudanças involuntárias de faixa,
piloto automático adaptativo, entre outros aparatos para uma direção semi-autônoma.
Por fim, o X3 nunca esteve tão eficiente. Até 55 kg mais leve em relação à geração
anterior, o modelo manteve a distribuição de peso de 50/50. Para a Europa, haverá
opções de motores a diesel (190 e 262 cv) e a gasolina (184 e 252 cv), com destaque
para a versão M40i, que leva um 3.0 de seis cilindros com 360 cv e 51 mkgf.
Por lá, todos terão câmbio automático de oito marchas e tração integrada
Com chave digital e sistema de condução semi-autônoma, X3 sobe de nível (BMW/Divulgação)
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